Palavras

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Palavras

Verdades com as quais (estas) ortodoxias não podem conviver (e cuja aceitação e discussão franca possivelmente tornaria o debate público mais saudável)

Bolsonarismo. Algumas das frases e ideia de Bolsonaro acerca da tortura enquanto prática de estado, mesmo no contexto de um confronto com alegadas organizações terroristas (utilizo a expressão “alegadas” porque não tenho um conhecimento minimamente sólido acerca do período histórico em questão), são frontalmente incompatíveis com os valores civilizacionais judaico-cristãs e de respeito pelo estado de direito que o próprio Bolsonaro alega defender.

Esquerda brasileira. A governação do Partido dos Trabalhadores (i.e. dos membros do partido que conduziram os destinos do Brasil durante mais de uma década, incansavelmente defendidos pelo candidato derrotado às presidenciais) foi cúmplice e responsável direta pelo maior esquema de corrupção de estado de que há memória no hemisfério ocidental.

Democratas americanos. Os muros nas fronteiras efetivamente funcionam. E funcionam como eficaz mecanismo de redução/eliminação da imigração ilegal, mas também., noutros tempos históricos, para impedir a “emigração” indesejada de dissidentes. Tendo em conta as estimativas, mesmo as mais conservadoras, relativamente ao número de imigrantes ilegais hispânicos, é forçoso concluir que existe, de facto, um problema não-resolvido na fronteira Sul dos EUA (o que não significa necessariamente dizer que o “muro”, apesar de eficaz, seja a melhor solução).

Republicanos americanos. Não se pode defender a “família” e, em simultâneo, conviver com um capitalismo absurdamente desregulado e predatório, servido com uma quase total ausência de proteção social efetiva. Quando muito, pode afirmar-se, nesse contexto, que se defendem “algumas famílias” (o que não significa que a sufocante regulação e o utópico estado social defendido por alguma esquerda, sobretudo num país tão vasto e complexo, produza, no saldo final, melhores resultados).

Elisabeth Warren para 2020. A senadora americana não se torna “índia” simplesmente porque um dos seus ascendentes de há 6 a 10 gerações atrás poderá eventualmente ter sido nativo-americano; e, a ser verdadeiro o documento divulgado pelo Washington Post, não é também verdade que Warren jamais se tenha referido a si própria como sendo de etnia nativa-americana aquando da sua vida profissional; o que, num país com discriminação positiva legal, é completamente diferente do que simplesmente mencionar que terá algum sangue nativo-americano na família, mas identificar-se, ainda assim, como sendo de etnia caucasiana.

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